segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Desenvolvimento.


A borracha natural é o produto primário da coagulação do látex da seringueira. A borracha natural é uma matéria prima agrícola importante para a manufatura de uma grande quantidade de produtos, considerada indispensável na produção de artigos essenciais para a humanidade. Na industria de artefatos leves de borracha, por exemplo, é enorme a diversidade de bens produzidos a partir do látex, como os preservativos.

"Os grandes segredos da produção de preservativos são a formulação do composto de látex (matéria-prima da borracha) e a distribuição homogênea nos moldes", diz o engenheiro químico Walter Spinardi Junior, da Johnson & Johnson, que produz uma das marcas de camisinha mais usadas no Brasil. Mas, como camisinha não é um acessório usado em qualquer parte do nosso corpo, o processo de fabricação conta com detalhes indispensáveis para manter a saúde do seu parceiro e evitar surpresas indesejadas. Há vários testes de qualidade e um cuidado redobrado com o material usado, afinal um pouco mais de certos produtos químicos pode causar alergias.

A matéria-prima da camisinha é o látex, extraído dos pés de seringueiras. Mas o látex usado para produzir camisinhas não chega à fábrica exatamente como saiu da floresta: para ganhar mais elasticidade, ele é filtrado até ficar com 60% de borracha, o dobro do original - o resto é basicamente água.

Apesar de chegar à fábrica com a elasticidade turbinada, o látex precisa ganhar mais resistência. É isso o que faz o processo de vulcanização. O processo consiste em adicionar enxofre e algumas outras substâncias químicas ao látex, e submeter à mistura a altas temperaturas - o calor acelera a reação.

No tanque de imersão, o preservativo ganha cara de preservativo mesmo. Para isso, são usados moldes de vidro que, depois de serem lavados e secos, são imersos em um tanque cheio de composto de látex (látex com resistência e elasticidade aumentadas). Dali ele passa por uma estufa, para secar, e passa por outra imersão e outra estufa, que reforçam a camada de látex.

Ainda no molde, a camisinha em estado bruto segue na linha de montagem. Primeiro passa por escovas rotativas - como aquelas de lava-rápidoque formam a bainha na boca do preservativo, deixando-o pronto para a secagem final em uma grande estufa. Ali vai embora toda água presente na matéria-prima e a borracha, enfim, fica durinha.

Mais uma etapa de nome estranho: lixiviação. Uma máquina mergulha a camisinha (ainda no molde) dentro de um tanque cheio de produtos químicos para eliminar partículas ruins que podem eventualmente causar alergia ou desconforto aos usuários. Tanto substâncias originais do látex quanto produtos adicionados na vulcanização caem fora nesse processo

Um jato de água apontado para a bainha tira o preservativo do molde, lançando-o direto em uma esteira. O molde volta ao seu ciclo, passando pela lavagem, e a camisinha passa por um banho de talco, sílica ou amido de milho, que acabam com sua consistência grudante. Depois disso, ela é secada novamente e está pronta para os testes de qualidade

Os testes de qualidade são obrigatórios e detalhadamente regulados por normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Absolutamente todos os preservativos passam pelo teste de furos: uma corrente elétrica é aplicada sobre a camisinha e se a energia não correr através da sua superfície é sinal de que não existem furos.

A máquina que faz o teste elétrico joga a camisinha na esteira, já enrolada e pronta para receber uma gotinha de lubrificante e ser embalada. Algumas amostras são encaminhadas a outros testes obrigatórios, como o de insuflação de ar (são analisados os limites de pressão e volume) e o teste líquido (um jato de água enche a camisinha até seu limite).

Durante o processo descritivo da produção de preservativos acima podem ser observados pequenos aspectos que ao interferirem no meio ambientes podem resultar em desastrosas conseqüências. Primeiramente, dizendo a respeito de onde são cultivadas as seringueiras (sempre em lugares que exigem muitos quesitos como o de ser em um lugar plano tendo que ter uma temperatura estável, sem possibilidades de inundação, por exemplo). Até a plantação crescer o suficiente para que possa ser retirado a substancia que ira gerar o plástico, demorara um tempo, exigindo uma manutenção semanal e talvez até diária das arvores. Enxofre é adicionado ao látex para ganhar mais resistência, para isso ainda é submetido as altas temperaturas. O enxofre ao ser queimado gera SO2 (dióxido de enxofre) que ao ter contato com a água pode gerar um tipo de acido, o H2SO3. e assim prosseguir entrando em contato com o oxigênio formando um acido mais forte, o 2H2SO4, que condensando com a água mais uma vez pode dar origem a chuva acida, responsável pela acidificação da água em rios, mares e oceanos, afeta plantações contribuindo para o desmatamento.

Alem disso, o cultivo da seringueira no Brasil sofreu, em diferentes lugares e tempos, escassez de mão de obra, capital e tecnica. A seringueira apresenta produtividade demasiada baixa para justificar o custo de seu cultivo

Dentre todos os motivos apresentados, a borracha advinda da arvore seringueira poderia ser substituída por outra matéria prima, mas qual seria ela?
A borracha sem a presença de plastificantes seria uma alternativa radical para eliminar os impactos ambientais, porém não convencional em virtude do alto consumo de energia e tempo de processamento. A borracha nitrílica pré-platificada em oleo vegetal (nitrigreen) foi desenvolvida pela empresa Nitriflex S/A Inc. Com. Para suprir as necessidades do mercado de borracha e diminuir os impactos ambientais. O óleo vegetal é um plastificante de fonte renovável, não poluente e biodegradável.

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